"Deus dorme nas pedras, respira nas plantas, sonha nos animais, desperta nos homens..." (AFORISMA INDIANO).


domingo, 27 de novembro de 2011

Banjaras:música e danças...


SOBRE CIGANOS BANJARA...






Tribos De Banjara Em India


Missão na Ásia: Índia

    A Igreja no Brasil aberta ao mundo

    N° 250 - Maio 1997 - pág. 33





(Fragmentos do artigo do Padre Renato Rosso).




"Estou a cerca de oitenta quilômetros de Jaipur, no norte do Rajastão, Índia, no meio da mata. Os arbustos maiores não passam de dois metros de altura, e tudo aqui é seco. As árvores foram derrubadas, e a vinte quilômetros já começa o deserto, que entra pelo Paquistão adentro.
Os Banjara fizeram dessas colinas um ponto de referência para o grupo. Mulheres, crianças e alguns homens se fixam por aqui, enquanto outros, jovens e adultos, procuram trabalho nas cidades e aldeias vizinhas. Depois de um tempo retornam. É hora de revezamento. Outros assumem a tarefa.
Dizem que tigres e serpentes são comuns nessa região, mas os ciganos sabem como se defender. Cães amestrados prestam uma boa ajuda.
 No passado, esses grupos de ciganos eram conhecidos como os "senhores da estrada". Andavam de um lugar para outro, atravessando rios e florestas. Como? Só Deus sabe.
Percorriam a Índia inteira, chegando até o Oriente Médio, para depois retornar. Atravessavam reinos inimigos entre si. Para se ter uma idéia, só o Rajastão era dividido em pelo menos cem pequenos reinos.
Os ciganos dispunham de um salvo-conduto especial para atravessar uma determinada região. É que todo mundo precisava do trabalho deles.
De fato, eles transportavam mercadorias, serviam de "correio" para as longas distâncias e eram também os banqueiros dos grandes senhores - podiam comprar ouro e trocá-lo por bens de consumo ou dinheiro.
Muitas vezes, o ouro e os objetos preciosos não eram carregados por eles em suas longas viagens. Preferiam enterrar tudo em lugares secretos. No momento certo, sabiam qual caixa-forte abrir para fazer os seus negócios.
Engana-se quem pensa que os Banjara se deslocassem em grupos de apenas algumas dezenas de famílias. Grupos de até 3 mil homens (sem contar as mulheres e as crianças) eram uma coisa normal.





Os Banjara nunca faziam guerra. Como outros grupos ciganos semelhantes, durante uma guerra, podiam ser recrutados para ajudar um determinado exército, mas nunca para o combate. Ficavam na retaguarda, prestando às tropas todo tipo de serviço necessário. Em caso de derrota, nada sofriam, porque todos reconheciam o seu valor social.
Outras atividades importantes eram a música, a dança, a acrobacia e o teatro nas cortes dos reis ou para os soldados.
Hoje, podemos encontrá-los aos milhões em periferias anônimas, pobres, às vezes miseráveis. Dignidade suficiente, porém, não lhes falta, numa sociedade que mudou muito desde os tempos em que eles eram reis das estradas, rios e florestas.
Gostaria ainda de lembrar os Hakkipikki, um povo de caçadores do centro-sul do país. Ou também os Gadha Lohar, que trabalham com metais. Ou os Rabari, pastores de ovelhas, cabras, gado e camelos. Ou, ainda, os Korwas...
Alguns Korwas deixaram de ser pastores para fabricar pulseiras, colares e especialmente coroas. Em seus acampamentos, todos fazem coroas: mulheres e homens, jovens e crianças. Coroas para hinduístas, muçulmanos e cristãos, vendidas nas portas dos templos, mesquitas e igrejas. É difícil falar de escola com eles, já que as crianças trabalham na produção de coroas.
Gostaria também de falar sobre os Kalibilias, os Nat e os Bopas, que são dançarinos, músicos, acrobatas, de circos."


EXTRAÍDO DA Revista :Sem Fronteiras

 AUTORIA DO ARTIGO:Padre Renato Rosso, 52 anos, missionário italiano, trabalha há mais de três décadas com o povo cigano. Viveu no Brasil, de 1984 a 1992, e atualmente acompanha os ciganos no Bangladesh e na Índia.(Esta pequena biografia do padre não foi atualizada).


Endereço da REVISTA:Cx. P. 55 - CEP 06751-970 Taboão da Serra, SP (Brasil) Fone: (011) 843.1221 e Fax (011) 842.1093 E-mail: camsp@mandic.com.br


Tribos De Banjara Em India
BANJARAS:
Os Banjaras são tribos nômades encontrados em Andhra Pradesh, em Bihar, em Madhya Pradesh, em Himachal Pradesh, em Gujarat, em Tamil Nadu, Maharashtra, em Karnataka, em Orissa e em Bengala ocidental. Os banjaras são considerados descendentes dos ciganos ( Rons) de Europa que migraram através das montanhas ásperas do Afeganistão, e estabeleceram-se ao sul, no deserto do Rajasthan.na India a 2300 anos. Estas tribos estão relacionadas aos ciganos europeus, que migraram provavelmente da India.


Imagens do Google.



sábado, 26 de novembro de 2011

MÚSICA INDIANA E INSTRUMENTOS MUSICAIS...










Junto com o teatro e a dança, na Índia a musica é sem duvida a actividade mais importante. Presente em todo o tipo de actos, é tão importante socialmente que elimina qualquer discriminação por razão de sexo, classe social ou casta, etnia ou religião. Se o músico ou cantor, homem ou mulher, é bom profissionalmente, não importa que seja budista, muçulmano ou cristão. Nas gentes que trabalham no mundo da música, a sua ideologia política ou religiosa fica em muito último termo. O que importa é a sua arte, que prevalece sobre todo o demais. Mesmo se perdoa que um bom músico ou cantor mude de religião ou de grupo político.
Por outra parte, a arte musical Indiana decorre por caminhos muito diferentes aos de outras culturas. Tem distinta notaçom musical e os símbolos musicais som outros. Porque também os instrumentos musicais, sobre os quais hoje falo no meu artigo, som próprios da Índia. Som peculiares deste grande país e nom aparecem noutras culturas e menos em Ocidente, algum que outro como a flauta (Bansuri) ou o violino e o harmonium. A riqueza da música indiana e dos instrumentos com que se toca é impressionante. Mais ainda, se somarmos aos mesmos as múltiplas variedades instrumentais das culturas dos povos tribais, que aqui muito abundam, como os Santales, os das ilhas do Índico e os situados ao norte do Estado de Assam, já no limite com a China.
Seguindo a classificação ocidental habitual de instrumentos de percussão corda e sopro, encontramos no subcontinente indiano um bom número deles, dos quais, como é natural, fazemos uma escolha dos mais destacados e importantes. Num pequeno artigo seria impossível incluir todos e sempre ficaria no tinteiro algum. Eis a nossa listagem:
1. De percussão : O mais popular e conhecido é a Tabla, típico no norte do país e, mais em concreto, em toda a Bengala (oriental e ocidental). Aprender a tocar bem a tabla, igual que a maioria de instrumentos indianos, leva muitos anos de aprendizagem e treino. Também do norte da Índia é o Pakhawaj (o j deve pronunciar-se como lh ou y grego e o h sempre aspirado) e a Nakkara. No sul da Índia temos o Ghatam, o Mridangam, o Thavil e a Khanjira. No Estado de Kerala destacam a Edakka, a Chenda e o Mizhavu. Em Karnataka o Sambal, o Karadi e aTala. Em Rajastham o Morchang, o Bhapang e o Khartal. Noutros estados e territórios, sem contar os das tribos, temos o Dimdi, o Dholak, o Badangshi, oMaam, o Pung, o Mandar de Bihar, o Dup de Andhra Prodesh, o Karadi Majalu e a Tayambaka.
2. De corda: Os mais famosos instrumentos indianos som os de corda, em que destacam os músicos mais virtuosos como o grande Robi Shonkor de Bengala. Na minha biblioteca particular de Ourense tenho em CD quase toda a sua obra e é um prazer escuitar as suas ragas tocadas com o Sitar. Este instrumento é, por isso, o mais conhecido. Ao escutá-lo, transmite paz e serenidade. Mas, pelos quatro cantos da Índia, encontram-se muitos outros instrumentos de corda também excelentes. Em Bengala destacam a Ektara, de uma corda, e a Doktara, de duas, que usam os músicos ambulantes chamados Bauls. Estám ainda o Sarod, a Vina, com as três variedades de RudraPulhavam e Vichitra Vina, o Sarangui, oSantur, a Tampura, o Rabab, a Chikara, o Banam, o King, a Pena, o Sindih Sarangui, a Kamaicha, a Sarinda, a Ravanhatta, o Gottuvadyam e o Violino.
3. De sopro: Finalmente, de sopro convém destacar especialmente a Bansuri(flauta), da qual existem muitos músicos virtuosos indianos. Também o Sanai, espécie de pequena trompete, o Nagaswaram, o Sundari, a Mukhvina, o Narh, aAlgoza, o Pavri, o Pungui, o Shankh, o Khangling, o Mashak, o Surnai, a Bankia, oKhung, o Bans, o Mohuri, o Kol, a Ransinga, o Harmonium e o Limbu. A destacar a presença também da gaita-de-foles indiana, instrumento muito antigo, que nos lembra o nosso nacional galego. E convém assim mesmo sublinhar que a música árabe, e também a persa, teve muita influência, na época dos mogóis, na música indiana.


 
HARMONIUM

Orquestra Indiana de Cordas

GAJAR HALWA-UM DELICIOSO DOCE INDIANO...




O GAJAR HALWA é um doce indiano feito de cenoura e leite, é muito gostoso e fácil de fazer.

Você vai precisar de:
  • 3 cenouras grandes raladas
  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 litro de leite
  • Pistaches à gosto(pode-se usar amêndoas ou castanha de cajú)
  • Passas pretas e brancas,tb à gosto
  • Bagas de cardamomo moídas a pó. 
Modo de fazer:

Em uma panela misture o leite condensado ao leite até uniformizar, ligue o fogo e junte a cenoura ralada, misture bem até ferver, deixe cozinhar até a cenoura ficar bem cozida e dar ponto de doce.
Tire do fogo e misture as passas e os pistaches grosseiramente picados ao doce de cenoura.
Juntar também o cardamomo moído. Mexer bem e levar ao fogo por uns minutos. Pode-se servir  numa taça, enformar ou colocá-lo num tabuleiro, deixá-lo esfriar  e servi-lo cortado em quadrados. Come-se quente ou frio, acompanhado de iogurte ou nata fresca batida (pode ser dispensado).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SHAKTISMO...O CULTO INDIANO DA DEUSA








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Existem três principais correntes da espiritualidade védica, são os vaishnavas (devotos de Vishnu), os shaivas (devotos de Shiva) e os shaktas (devotos de Shakti ou a Deusa).
Na tradição védica nunca o sagrado feminino foi deixado de lado e mesmo no vaishnavismo ou shivaismo o papel da Deusa é fundamental, NÂO EXISTE MASCULINO SEM O FEMININO OU SEJA NÂO EXISTE VISHNU SEM LAKSHIMI OU SHIVA SEM PARVATI.
O shaktismo ou “doutrina do poder” foca seu culto neste principio feminino na forma de Devi, para os shaktas Devi é o Supremo Brahman, Ela não é vista apenas como uma consorte de uma divindade masculina mais sim como a fonte da energia de qual o masculino é a parcela passiva.
O shaktismo esta mais ligado ao shivaismo e tem em Shiva o lado masculino mais transcendente e inativo como costumam dizer “Shiva sem Shakti é Shava ou seja um cadáver” também é bem conhecido um hino shakta composto por Sripada Sankaracarya chamado Saundalyahari onde é citado na primeira linha “ Se Shiva está em união com Shakti ,Ele é capaz de criar, se não Ele não é capaz nem de se mover”.
A história, do ponto de vista acadêmico, do shaktismo tem raízes muito profundas na Índia (assim como em todo o mundo) com artefatos que datam desde 22.000 anos!!!.
Nos Vedas existem diversos hinos dedicados as Deusas como o Sri Sukta, e varias deidades femininas são citadas como Ushas (o amanhecer), Sri (Lakshimi),Svaha (Ablução esposa de Agni), Sachi (Kali) para citar alguns exemplos.
Como dito anteriormente para os shaktas Devi é a Suprema Personalidade a personificação e energia de toda a criação, ou seja é o ÚNICO sistema religioso no mundo completamente orientado para o feminino, mais isso não isso não implica a rejeição do masculino.
Outro aspecto muito interessante do shaktismo é sua forte associação com o tantra, desde a adoração ortodoxa nos templos do Sul da Índia aos ritos mágicos e ocultos do Norte da Índia, principalmente no respeito a usos de mantras, yantras, e elementos de yoga, sempre 







Receita de Kulfi de Manga

Receita de Kulfi de Manga


Ingredientes

3 xícaras (chá) de polpa de manga bem madura, em cubos (mais ou menos, como preferir)
1 lata de leite condensado (usei menos do orgânico)
1 1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
1/4 colher (chá) de cardamomo em pó (mais, se preferir)
Pistaches picados a gosto


Modo de Preparo

Bata todos os ingredientes (eu adiciono os pistaches depois de bater) no liqüidificador ou processador. Coloque no congelador em ramekins, cubas de gelo ou forminhas de picolé, até firmar. Sirva com pistaches picados.


GRAU DE DIFICULDADE:FÁCIL 

TEMPO DE PREPARO:20'