"Deus dorme nas pedras, respira nas plantas, sonha nos animais, desperta nos homens..." (AFORISMA INDIANO).


terça-feira, 20 de março de 2012

ARTE PERSA E MÚSICA,,,













arte persa é um conjunto de obras e estilos artísticos que se originaram ou se desenvolveram na Pérsia. Entre 550 e 500 a.C., uma tribo habitante da planície iraniana adorava a luz e o sol, acreditava na luta entre o bem e o mal e há muito tempo encontrava-se sob o jugo dos medos. Estes rudes guerreiros eram os persas. Em 558 a.C., sob o comando de Ciro, o Grande, eles se revoltaram e derrotaram seus opressores.  



Esta civilização era essencialmente guerreira, característica naturalmente expressa em sua produção artística, com a criação de criaturas míticas, fantásticas, quase sempre grandiosas, figuras com cabeças humanas e corpos de leão, touro e águia. Suas esculturas eram modeladas com argila e mármore, seus palácios e imponentes construções testemunham o valor da arquitetura persa, as sedas e tapeçarias foram idealizadas como verdadeiras obras de arte.


Jarra con medallón y «escena de rapto» 





Frontispicio de una copia mameluca del Maqamat de Hariri, 1334, Egipto







 




Qay's First Glimpse of The Fair Laila

Laila’s Messenger Meets Majnu in the Forest





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segunda-feira, 19 de março de 2012

Poemas de Rumi...Poeta sufi da Pérsia antiga






Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu








1207 - 1273 



 




Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.

A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.


 

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode isto ser segredo para ti?

Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo - um punhado de pó -
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

 
ABÓBODA DE TEMPLO ISLÂMICO.


Só podes ver o vermelho, o verde e o escarlate
a menos que primeiro vejas a luz.
Quando tua vista é ofuscada por cores,
Essas cores velam de ti a luz.
Mas quando a noite vela essa cores de ti,
Percebes que só são vistas por meio da luz .

 

O meu lugar é sempre o" não lugar",
não sou do corpo, da alma, sou do Amado.
O mundo é apenas Um, venci o Dois.
Sigo a cantar e a buscar sempre o Um. 


 

 

Silêncio!
E depois mais silêncio.
Não use a boca para falar.
A boca é para provar dessa doçura.

 



 Por mais que se descreva ou se explique o amor,
quando nos apaixonamos envergonhamo-nos de nossas palavras.
A explicação pela língua esclarece a maioria das coisas,
mas o amor não explicado é mais claro.
Quando a pena se apressou em escrever,
ao chegar no tema do amor, partiu-se em duas.
Quando o discurso tocou na questão do amor,
a pena partiu-se e o papel rasgou-se.(...)


 

Masnavi ou Masnavi-I Ma'navi (em persaمثنوی معنوی), (emturcoMesnevi), também escrito como Mathnawi ou Mesnevi, escrito em persa por Jalal ad-Din Muhammad Rumi, o celebrado santo sufi e poeta persa, é um dos trabalhos mais conhecidos e influentes tanto do sufismo quanto da literatura da Pérsia. Contando com seis livros de poemas compreendendo mais de 50.000 linhas, representa em 424 histórias a luta e o sofrimento do homem em sua busca por Deus. 

 
Rumi Amena Pictures, Images and Photos
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quarta-feira, 14 de março de 2012

IRÃ...OU PÉRSIA ...



جمهوری اسلامی ایران
(Jomhuri-ye Eslami-ye Iran)
República Islâmica do Irão / Irã
Bandeira do Irão / Irã
Emblema
BandeiraBrasão de armas
LemaEsteqlāl, āzādī, jomhūrī-ye eslāmī
(Persa: "Independência, Liberdade, (a) República Islâmica")
Hino nacionalSoroud-e Melli-e Jomhouri-e Eslami-e Iran
Gentílico: Iraniano


Localização do Irão / Irã

CapitalTeerão (Teerã)
35°40′N 44°26′E
Cidade mais populosaTeerão (Teerã)
Língua oficialPersa (parse ou pársi)
- Fim da monarquia11 de Fevereiro de 1979 
Área
 - Total1 648 195 km² (18.º)
 - Água (%)0,7%


Mapa do Irão / Irã


Irã  (em persa: ايران), oficialmente República Islâmica do Irão (Irã), é um paísasiático do Médio Oriente que limita a norte com a Armênia, oAzerbaijão, o Turquemenistão e o Mar Cáspio, a leste com oAfeganistão e o Paquistão, a oeste com o Iraque e a Turquia, a sul com o Golfo de Omã e com o Golfo Pérsico. A sua capitalé Teerão, a sua língua oficial, o persa e a sua moeda é o rial.
Conhecido no Ocidente até 1935 como Pérsia, passou desde então a ser conhecido como Iran (transliterado em Portugalcomo Irão e no Brasil como Irã), palavra que significa literalmente "terra dos arianos" (no sentido étnico do termo e não no seu sentido religioso, ligado ao arianismo). Em 1979, com a Revolução Islâmica promovida pelo aiatolá Khomeini, o país adoptou a sua actual designação oficial de República Islâmica do Irão. Os seus nacionais se chamam iranianos, embora o termo persas seja ainda utilizado.
Durante a história, o território do país tem tido grande importância geográfica, visto a sua posição entre o Oriente MédioCáucasoÁsia Central e o Golfo Pérsico, além da proximidade com o Leste Europeu e o Subcontinente Indiano.

O território atualmente ocupado pelo Irã é habitado desde os tempos pré-históricos. A história escrita da Pérsia começa em cerca de 3200 a.C. com a cultura proto-elamita e com a posterior chegada dos arianos e a formação dos sucessivos Impérios Medo e Aquemênida

(WIKIPÉDIA).


 




 




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sábado, 10 de março de 2012

Poesia Persa :OMAR KHAYYAM...



"É inútil a tua aflição;
nada podes sobre o teu destino.
Se és prudente, toma o que tens à mão.
Amanhã... que sabes do amanhã?"



Omar Khayyām(pronúnciapersa[omare xajɑ:m]) (Nishapur,Pérsia18 de maio de 1048— 4 de dezembro de1131), poeta,matemático e astrônomo iraniano. Seu nome completo era Ghiyath al-Din Abu'l-Fath Umar ibn Ibrahim Al-Nishapuri al-Khayyami (em persa: غیاث الدین ابو الفتح عمر بن ابراهیم خیام نیشاپوری).

Khayyām calculou como corrigir o calendário persa. O seu calendário tinha uma margem de erro de um dia a cada 3770 anos. Contribuiu em álgebra com o método para resolver equações cúbicas pela intersecção de uma parábola com umcírculo, que viria a ser retomada séculos depois porDescartes.
filosofia de Omar Khayyām era bastante diferente dos dogmas islâmicos oficiais. Concordou com a existência de Deus mas se opôs à noção de que cada acontecimento e fenômeno particular era o resultado de intervenção divina. Em vez disso ele apoiou a visão que leis da natureza explicam todos fenômenos particulares da vida observada.
Como poeta é conhecido pelos Rubaiyat (em português, "quadras" ou "quartetos") que ficariam famosos no Ocidente a partir da tradução de Edward Fitzgerald, em1839.(Wikipédia)




Os rubaiyat têm origem na literatura persa pré-islâmica e são poemas de uma só quadra (estrofe de quatro versos). Sugerem sempre uma atmosfera de prazer e expõem um pensamento que, entre cético e místico, prega com notável poder de síntese a atitude hedonista, orientada para os prazeres efêmeros, sobretudo o amor e o vinho. As quadras, no entanto, apresentam reflexão profunda e quase sempre pessimista sobre a natureza do universo, a passagem inexorável do tempo e a relação do homem com Deus.



"Além da Terra, pelo Infinito,
procurei, em vão, o Céu e o Inferno.
Depois uma voz me disse:
Céu e Inferno estão em ti."

"Se uma rosa de amor tu guardaste,
bem no teu coração;
Se a um Deus supremo e justo endereçaste
tua humilde oração;
Se com a taça erguida
cantaste, um dia, o teu louvor à vida,
tu não viveste em vão..."

Omar Khayyam

"Como o rio, ou como o vento,
vão passando os dias.
Há dois dias que me são indiferentes:
O que foi ontem, o que virá amanhã."

"Não vamos falar agora, dá-me vinho. Nesta noite
a tua boca é a mais linda rosa, e me basta.
Dá-me vinho, e que seja vermelho como os teus lábios;
o meu remorso será leve como os teus cabelos."





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sexta-feira, 9 de março de 2012

PÉRSIA ANTIGA ...



 " Eles se movem como o sol e a lua. São nômades. Ou, antes, são como as ondas. Estão em toda parte. Chegam e partem rápido. Parecem o vento. Num momento estão aqui. No outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres. Não, não são vento. São os filhos-do-vento!"

(Trecho de um poema persa de 200 a 400 A.C. descrevendo o povo nômade que viera da região de Gujarat,India.)


 Os Rons (ciganos) em sua diáspora,entraram na Pérsia e por 
lá ficaram por muitos anos,talvez séculos...Foi nesta terra que 
absorveram alguns rituais da religião persa,o Zoroastrismo,
como o culto ao fogo.Falaremos disto mais adiante.


Introdução 

O termo Pérsia é originário de uma região do sul do Irã ,conhecida como Persis ou Parsa. Seu nome foi gradualmente utilizado pelos gregos clássicos e pelo mundo ocidental para ser aplicado a toda a planície iraniana. Entretanto, os próprios iranianos a denominaram durante muito tempo Irã, que significa, a ‘terra dos ários’. Em 1935, o governo solicitou a utilização do nome Irã em vez de Pérsia. 









Pérsia (do latim Persia, através do grego antigo Περσίς ou Persís  é oficialmente admitido como um sinônimo para Irã,  embora esta última tenha se tornado mais usual no Ocidente, depois de 1935.
O país sempre foi chamado "Irã" (Terra dos Arianos), pelo seu povo, embora durante séculos tenha sido referido pelos europeus como Pérsia (de Pars ou Fars, uma província no sul do Irã) principalmente devido aos escritos dos historiadores gregos. Em 1935 o governo especificou que o país deveria ser chamado Irã; entretanto, em 1959 ambos os nomes passaram a ser admitidos. No uso corrente, o termo Pérsia costuma ser reservado para referir-se ao Império Persa em uma ou mais de suas diversas fases históricas (século VII a.C.1935 d.C.), fundado originalmente por um grupo étnico (os persas) a partir da cidade de Anshan, no que é hoje a província iraniana de Fars, e governado por dinastias sucessivas (persas ou estrangeiras), que controlavam o Planalto Iraniano e os territórios adjacentes.



Os persas praticavam a agricultura, a pesca, o artesanato, a metalurgia e a mineração de metais e de pedras muito preciosas. Também eram muito bons no comércio, construíam estradas de pedras, para facilitar o transporte e trocas comerciais e, como correio usavam os carros ,que eram puxados por cavalos velozes. Eram bons também em economia monetária.Dário I criou o dário; a moeda que foi unificada no vasto Império Persa.
Os persas tinham um exército tão poderoso,que era conhecido pelos gregos como "O Exército Imortal", nomeado assim por conter 10.000 homens, e a cada um morto, outro ocupava seu lugar. Os persas eram conhecidos também por usarem elefantes em batalha e serem cruéis com seus inimigos.



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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O AMOR NA VISÃO JUDAICA...O CÂNTICO DOS CÂNTICOS...E UM POEMA MEU...


Tela de Gustav Klint "O Beijo"(Osterreichische Galerie Belvedere, Viena, Áustria) 
Ano: 1907-1908 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 1,80m x 1,80m 





CANTARES DE SALOMÃO.

O Cântico dos Cânticos nos dá uma série de imagens do relacionamento entre homem e mulher. A alegria, o conflito, a perplexidade. É como se o amor que esse casal explora tivesse uma vida própria. A mulher diz várias vezes: “Não acordeis nem desperteis o amor até que ele o queira.” E é como se ela dissesse: “Seja o que for, é tão bom, é tão lindo, não podemos fazer nada para estragá-lo.
Nós usamos e abusamos dessa velha palavra “amor”, não é?



(...)Nós temos que nos lembrar que o Cântico dos Cânticos foi escrito originalmente em hebraico, que tem três palavras pelo menos que correspondem ao nosso “amor”. A primeira é a palavra“raya”. “Raya se traduz literalmente como amigo ou companheiro, alguém que lhe faz companhia. Pode até ser traduzido como o termo alma gêmea. As pessoas falam disso o tempo todo. E dizem coisas como: “Ela é minha melhor amiga” ou “Posso contar tudo para ele”. Estas são expressões de “raya”. Então vemos que no núcleo da relação entre esses amantes há uma amizade.
Outra palavra hebraica usada para “amor” é “ahava”. “Ahava” é um afeto profundo, o desejo de estar tanto com alguém que dói no seu coração. “Ahava” é quando sua mente e seu coração se voltam para o seu amante com tal paixão e intensidade que você não pensa em mais nada.

Os amantes afirmam no Cântico dos Cânticos que “ahava” é forte como a morte, que muitas águas não podem apagar o “ahava”. “Ahava” é o amor da determinação. Muito mais profundo que sentimentos românticos fugazes. Muito mais que anseios temporários. “Ahava” é tomar a decisão de unir a sua vida `a de outro. Essa é uma emoção que leva ao compromisso, que o leva a unir a sua vida `a vida de outra pessoa. “Ahava” é o que faz tudo perdurar.
Talvez isso ajude: vamos pensar nesses amores, nessas dimensões do relacionamento, como chamas.
Primeiro tivemos a chama do “raya”, que é como a amizade, o aspecto da alma gêmea na relação. Depois vem a chama do “ahava”, que é a chama do compromisso e da decisão de unir suas vidas.
Mas há uma terceira palavra hebraica para amor no Cântico dos Cânticos: a palavra “dod”.
“Dod” pode ser traduzido literalmente como “farrear, abalar, ou ameigar”. Acho que vocês entendem o conceito dessa chama. Essa palavra é usada em várias partes das Escrituras. Em Provérbios está escrito: “Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã.” A mulher diz no Cântico dos Cânticos: “Beije-me ele com os beijos da sua boca porque melhor é o seu amor do que o vinho.” “Dod” é o elemento físico e sexual de um relacionamento. Daí onde tiramos a palavra grega “Eros” que é traduzida literalmente como “erótica”.

Portanto vemos que o amor é um sentimento complexo,composto por três elementos :afeto,amizade(rayá),o desejo de unir-se,compartilhar(ahavá) e finalmente o eros,o atração física e sexual,( dôd).Três chamas em uma!

Trecho do Cântico dos Cânticos:

Ela .
2 Sua boca me cubra de beijos! São mais suaves que o vinho tuas carícias,
3 e mais aromáticos que teus perfumes
é teu nome, mais que perfume derramado;
por isso as jovens de ti se enamoram.
4 Leva-me contigo! Corramos!
(...)12 Vem, meu amado, saiamos ao campo!
Passaremos a noite nas aldeias...
.....................................................................
Um poema meu inspirado nos Cantares...


VEM MEU AMOR


Vem, meu amor ,
comigo pela noite,
pela noite cheia de perfumes;
de perfumes de jasmins em flor...
Vem,que te mostrarei aquela estrela,
aquela que à noite,falo dos meus sonhos.


Vem caminhar comigo pela noite afora,
pelos recantos lindos onde a saudade mora.
Vem caminhar comigo sobre as areias da praia
prateadas de luar,onde as ondas
choram eternamente 
as lágrimas do mar!


Vem te deitar comigo sobre as dunas macias.
Sob o olhar da Lua curiosa a nos espiar...
Teus olhos nos meus olhos,
minhas mãos nas tuas.
O peso do teu corpo sobre o meu,
sentindo as emoções a transbordar!


Vem comigo,pela noite linda...
Não te vás! Espera!
É muito cedo,ainda!                                                                                             (HARPA DOS VENTOS,2009/pg 58). 

VEJAMOS O VÍDEO ABAIXO QUE FALA SOBRE O AMOR, SIMBOLICAMENTE( DE ONDE FOI EXTRAÍDO O TEXTO):




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